
Quando criança, uma das minhas coisas favoritas em dezembro era ganhar um calendário do Advento. Eu saboreava a emoção e a expectativa de abrir uma portinha todas as manhãs para revelar um quadradinho de chocolate na contagem regressiva para o Natal.
Agora sei que esses calendários vêm em muitas variedades diferentes. Há calendários para amantes de chá, com um saquinho de chá diferente para cada dia; para amantes de maquiagem, com um produto diferente para experimentar; e há até calendários para cachorros, com petiscos e brinquedos que fazem barulho! Comercialmente, o Advento se tornou mais uma época para lucrar, com empresas comercializando seus produtos para trazer surpresas aos dias escuros de dezembro.
Ah, como me lembro de contar os dias no meu calendário, esperando o Natal chegar.
À medida que cresço em idade e na fé como seguidora de Jesus, percebo que estou constantemente aprendendo que a jornada da fé é repleta de espera – esperar pela Palavra de Deus para que o Espírito Santo fale, esperar que as orações sejam respondidas, esperar que o Senhor cumpra Seus propósitos e promessas e, claro, finalmente, esperar pelo retorno de Cristo.
Às vezes, esperar é difícil. Ah, como seria bom ter a simplicidade infantil de saber, no terceiro dia do meu calendário, que eu só tinha mais vinte e duas portas para abrir, mais vinte e duas noites para dormir até que a expectativa se tornasse realidade e celebração, quando o dia de Natal finalmente chegasse.
Quando não sabemos quanto tempo temos que esperar, é aí que nossa confiança, paciência e esperança são postas à prova. Essa é a beleza do Advento. Recebemos um motivo para nos lembrarmos da primeira vinda do nosso Salvador à Terra, há mais de dois mil anos. Como a história do Natal é verdadeira, podemos ter certeza (e devemos estar preparados) de que Ele prometeu voltar.
Na passagem bíblica de hoje, o próprio Senhor Jesus fala dessa certeza; (― Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e retribuirei a cada um de acordo com o que fez. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.) Apocalipse 22:12-13
Três vezes neste capítulo final da Bíblia, Jesus nos assegura que Ele virá em breve. Consultei o dicionário de inglês para a definição da palavra “em breve” e descobri que significa “em pouco tempo, logo, rapidamente”.
Dois mil anos parecem muito tempo, não pouco!
No entanto, sabemos que o tempo de Deus é perfeito. Em Sua Palavra, somos chamados a lembrar que “um único dia é como mil anos”. O Senhor não está demorando em Seu retorno. Ele não está atrasando, mas “está sendo paciente com vocês, porque não quer que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:8-9).
Assim, na espera, somos desafiados a nos unirmos ao coração de Deus pelos perdidos e a aproveitar todas as oportunidades para compartilhar a esperança do evangelho com aqueles que ainda não conhecem Jesus. Precisamos fazer isso hoje. Que a urgência de não saber quando Ele retornará alimente nossa paixão por alcançar e falar – em nossas famílias, locais de trabalho e vizinhanças.
A promessa de que Jesus voltará ‘em breve’ traz conforto e esperança. Em meio a uma provação realmente difícil, sombria e dolorosa, é vital se apegar com confiança à certeza de que haverá um fim para o sofrimento. Jesus nunca quebrará Sua promessa nem abandonará Seu povo. Tudo o que Ele diz é confiável e verdadeiro, então podemos ter certeza de que Ele voltará e nos levará para estar com Ele. Enquanto isso, Ele permanece nosso Emanuel, ‘Deus conosco’.
Não sabemos quando, mas podemos confiar no Seu tempo. Sabemos que Deus nunca se atrasa. Na espera, nos dias mais difíceis, Ele está conosco pelo Seu Espírito, derramando Sua graça sustentadora, dando força e paz aos Seus amados, prometendo que a provação não nos esmagará nem nos destruirá, e nada pode nos separar do Seu amor infalível.
A realidade de que Jesus voltará ‘em breve’ também nos impulsiona a aproveitar ao máximo o tempo que temos agora, conhecendo Aquele com quem passaremos toda a eternidade, conhecendo-O e amando-O mais à medida que estudamos Sua Palavra e passamos tempo em oração, permitindo que Seu Espírito continue a obra de santificação, transformando-nos para sermos como Jesus, dia após dia.
Há também um desafio nesses versículos, pois Jesus “retribuirá a cada um segundo as suas obras” (v. 12) em Sua segunda vinda. Como povo redimido de Deus, não seremos julgados e condenados por nossos pecados. Em vez disso, seremos avaliados e recompensados por nosso serviço, nossas obras e nossa mordomia de tudo o que Deus nos confiou.
Sabemos e cremos na verdade do evangelho de que não somos salvos por nossas obras, mas sim para as boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que as praticássemos (Efésios 2:10).
A maneira como vivemos hoje importa. E importa não apenas por um momento, mas por toda a eternidade.
Embora tenha sido há quase 40 anos, lembro-me claramente de estar em um acampamento de verão para adolescentes e de haver uma placa de madeira na parede com estas palavras de um poema do famoso missionário britânico C.T. Studd:
“Só temos uma vida, que logo se vai, e só o que fizermos por Cristo permanecerá.”
Portanto, minha querida amiga, façamos com que cada dia conte.
Mantenhamos nossos olhos fixos em Jesus e não nos acomodemos neste mundo que não é nosso lar, distraídas pela correria do dia a dia ou investindo tempo e energia em coisas que não têm valor eterno. Que ansiemos por viver vidas santas à luz de Sua volta, e que a postura de nossos corações seja um anseio por essa volta ’em breve’.
Amém! Vem, Senhor Jesus!





